Sua carreira literária começou ainda jovem quando, trabalhando em um cartório
no Recife, escreveu o romance “Redenção para Job”, o livro causou polêmica
pois alguns creditavam a sua autoria ao jornalista pernambucano Newton
Rodrigues.
Iniciou no jornalismo em 1962 quando foi criada a versão pernambucana do
jornal “Última Hora”.
Em 1964 mudou-se para o Rio de Janeiro após o fechamento do “Última Hora”
pelo governo militar, e começou a trabalhar como repórter policial do jornal
“O Globo”.
Na década de 70 participou da criação e mais tarde trabalhou como editor do
primeiro jornal destinado ao público homossexual do país, “O Lampião”, um
tablóide semanal que durou pouco tempo.
Em 1979, devido a sua experiência como repórter policial, foi convidado
a escrever o roteiro de alguns capítulos do seriado policial “Plantão de Polícia”,
assim teve início a sua carreira de roteirista televisivo. Devido ao grande
sucesso do seriado, foi chamado para escrever também alguns episódios de
“Malu Mulher”. Logo após, iniciou o formato de mini-séries na TV brasileira
escrevendo “Lampião e Maria Bonita”, ganhando por este trabalho o troféu
APCA de revelação masculina de 1982.
Após o desenvolvimento de mais algumas mini-séries (“Bandidos de Falange”,
“O Padre Cícero”, “Tenda dos Milagres”), escreveu sua primeira novela,
“Partido “Alto”.
No ano seguinte sua carreira teve a grande reviravolta quando foi convidado
para continuar a escrever a novela “Roque Santeiro”, iniciada por Dias Gomes,
o resultado foi um grande sucesso de público e crítica. Após esta obra, a vida
de Aguinaldo Silva mudou completamente e ele passou a ser um dos maiores
autores de novelas do país tendo muito sucesso em suas obras, como: “Tieta”,
”Fera Ferida”, “A Indomada”, “Porto dos Milagres”, “Senhora do Destino”,
“Duas Caras” e muitas outras.
Aguinaldo Silva é também escritor de peças teatrais, dentre elas destaca-se
“A Vida Começa aos 60”, que será uma das próximas atrações
da AMAR Produções Artísticas.