“A Mulher do Candidato”
Um pouco de Sexo, uma pitada de Política com um molho de Mulher , ingredientes
indispensáveis para construir esta farsa de Walcir Carrasco autor de tantas novelas
(Chocolate com Pimenta, Alma Gêmea, Sete Pecados, Xica da Silva, O Cravo e a
Rosa, A Padroeira) assim como de tantos livros , que hoje se tornou imortal pela
academia paulista de letras, e de tantas peças premiadas as últimas TOALETE e
ÊXTASE. Esta Receita Federalmente louca resulta num espetáculo que junta a
esperteza política com a beleza da mulher numa armação mais absurda e divertida
que os argumentos de uma CPI.
“A Vida Íntima de Laura”
A Vida íntima de Laura conta a história de uma galinha, Laura. Ela é uma galinha
normal, mas é sua vida íntima que a diferencia das outras. Casada com o galo Luís,
Laura é simples e muito feliz, e apesar de ser chamada de “burrinha” pelas outras
galinhas do terreiro, ela sabe que possui uma sabedoria especial, pois é a única galinha
que a Carijó, que por ser uma galinha de outra raça é desprezada pelas outras
companheiras de galinheiro. Laura possui ainda duas aptidões especiais, a de botar
ovos e de gostar de viver uma vida simples, afinal, “se em um instante se nasce e em
um instante se morre, um instante é o bastante para a vida inteira”.
“Amor e Comédia”
Dois personagens: um escritor-humorista e uma garota de programa, que veio do
interior, e apesar de todas as barras da sua vida, não perdeu o bom humor. Ele teve
várias mulheres e não foi feliz. Ela teve vários homens e também não foi feliz. Deste
encontro nasce a paixão que vai mudar a vida dos dois. Ele perde a antiga namorada
e o emprego, ao mesmo tempo que começa a amá-la. Ela conhece um mundo novo,
transforma-se como uma Cinderela. Ele começa a ser ameaçado pelo cafetão que a
explora. Ela quer deixá-lo, por medo. Ele quer tirá-la daquela vida. Ela engravida. Ele
corre todos os perigos por ela. Ela acredita no final feliz.
“Aracy Cortes, a Rainha da Praça Tiradentes”
O espetáculo parte da ligação de Aracy Cortes, já idosa e esquecida, vivendo de favor
na casa de seu fã incondicional e ex-contra-regra, J. Maia. Ele vive a estranha
possibilidade de poder ter agora seu objeto de adoração apenas para si, mas mal pode
reconhecer na Aracy, de hoje, o fascínio do passado.
Permeando o dia-a-dia, há a memória. Cenas mais deslumbrantes são evocadas
e vemos surgir a outra Aracy: jovem, talentosa, no auge de sua carreira.
Alternando esses dois planos: o passado e o presente, a peça é um painel sobre um dos
nossos maiores mitos e, finalmente, sobre a ação do tempo nas as pessoas e suas vidas.
“Doce Traição”
Laura e Otávio formam um belo, maduro e bem sucedido casal. A relação foi atingida
por um raio e ameaça se desfazer. Nenhum dos dois, deseja o rompimento, mas levados
pela correnteza das palavras, mergulhando nas profundezas dos questionamentos mais
dilacerantes, acabam chegando a um impasse que exige uma definição.
As emoções estão à flor da pele, atravessadas por humor, ironia e sarcasmo. No centro
das discussões, um tema que permanece cercado de ambigüidades e incompreensões:
Amor e Sexo.
A questão está posta, jogada como um par de dados. Mas atenção! Nem sempre as
coisas são o que parecem ser.